{"id":1491,"date":"2025-09-14T16:20:50","date_gmt":"2025-09-14T16:20:50","guid":{"rendered":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1491"},"modified":"2025-09-14T16:21:31","modified_gmt":"2025-09-14T16:21:31","slug":"dia-da-ecologia-2025","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1491","title":{"rendered":"Dia da Ecologia 2025"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste 14 de Setembro, dia em que se celebra o Dia da Ecologia, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO) com a Comiss\u00e3o Nacional da UNESCO, a <strong><u>Passarola<\/u><\/strong> publica um texto sobre um estudo que a bi\u00f3loga figueirense Carolina Campos realizou nas ribeiras urbanas de Coimbra, publicado na revista internacional <em>Urban Ecosystems <\/em>em 2024. Para fazer pensar um pouco sobre ecologia nas cidades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"995\" height=\"160\" src=\"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/logos.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1492\" srcset=\"http:\/\/odezanovedejunho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/logos.png 995w, http:\/\/odezanovedejunho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/logos-300x48.png 300w, http:\/\/odezanovedejunho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/logos-768x123.png 768w\" sizes=\"(max-width: 995px) 100vw, 995px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Pela vida nas cidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>por <strong>Carolina Campos<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes pensa-se na biodiversidade urbana um bocado como nas fotografias a\u00e9reas do Central Park em Nova Iorque: h\u00e1 espa\u00e7os verdes e espa\u00e7os cinzentos, distintos e delimitados, e os humanos circulam por onde querem enquanto que as plantas e os insectos e as aves e etec\u00e9tras ficam nos espa\u00e7os verdes. Mas em todo o lado pode haver vida para al\u00e9m de n\u00f3s, n\u00e3o s\u00f3 os t\u00edpicos pardais e pombas dos caf\u00e9s, mas todo um mundo em cada rua e em cada edif\u00edcio. Como dizia um professor meu, \u201ch\u00e1 vida nas pedras\u201d, dos bancos, das igrejas, dos monumentos. E essa vida melhora a nossa, tamb\u00e9m. Os l\u00edquenes a que ningu\u00e9m liga nos troncos e muros podem ser indicadores de n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o, as aranhas entre as pedras podem comer mosquitos. A uma escala maior, as \u00e1rvores fixam o solo e limpam e arrefecem o ar \u2013 a C\u00e2mara de Paris decidiu plantar milhares de novas \u00e1rvores h\u00e1 poucos anos e j\u00e1 se nota a diferen\u00e7a. Ao contr\u00e1rio da Figueira, onde as \u00e1rvores centen\u00e1rias s\u00e3o cortadas impunemente e novos espa\u00e7os s\u00e3o constru\u00eddos para se andar a p\u00e9 sem sombra sequer; e a vegeta\u00e7\u00e3o das praias \u00e9 arrancada para dar um ar mais limpo, deixando a areia \u00e0 merc\u00ea do vento e a biodiversidade de uma terra costeira mais pobre. Todas as plantas participam nos ciclos de nutrientes que renovam o ar e os solos, junto com os fungos e invertebrados (insectos, moluscos) que vivem \u00e0 volta das suas ra\u00edzes, muitos dos quais n\u00f3s nunca chegamos a ver a menos que vasculhemos na terra. E estudos j\u00e1 confirmaram que a exist\u00eancia de aves canoras aud\u00edveis, e espa\u00e7os verdes visit\u00e1veis ou at\u00e9 s\u00f3 vis\u00edveis, contribui para a sa\u00fade mental das pessoas que vivem em cidades. Quem n\u00e3o se sente melhor ao ouvir um p\u00e1ssaro cantar pela janela, ou ao ver uma borboleta numa flor de um jardim? E o que \u00e9 sabido nos meios mais rurais tamb\u00e9m pode ser verdade aqui: a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza que isto cria fortalece a liga\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio espa\u00e7o onde se vive.<\/p>\n\n\n\n<p>As ribeiras urbanas, o caso particular do estudo que aqui apresentamos, s\u00e3o pequenos cursos de \u00e1gua dentro de cidades, que provavelmente todos j\u00e1 vimos sem lhes prestar muita aten\u00e7\u00e3o mas que s\u00e3o cada vez mais importantes para a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. Eis a situa\u00e7\u00e3o: as cidades t\u00eam vindo a crescer cada vez mais, o que significa mais urbaniza\u00e7\u00f5es, mais estradas e auto-estradas, mais solo pavimentado em todo o lado. Isto leva a um fen\u00f3meno chamado fragmenta\u00e7\u00e3o de habitats, em que os bocados de natureza que sobram s\u00e3o pequenos e separados uns dos outros. Pode haver um bocadinho de verde aqui e ali, mas muitos j\u00e1 n\u00e3o chegar\u00e3o para as \u00e1rvores e animais maiores que l\u00e1 estavam antes, e a dist\u00e2ncia entre pontos com abrigo ou alimento poder\u00e1 tornar-se demasiado longa para alguns animais percorrerem. O resultado \u00e9 que esp\u00e9cies raras ou mais especializadas desaparecem, as que t\u00eam adapta\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas (de poliniza\u00e7\u00e3o, por exemplo) levam ao decl\u00ednio umas das outras, e no lugar delas passam a estar outras mais tolerantes e generalistas, e portanto mais comuns; os pontos de natureza tornam-se todos iguais uns aos outros e com muito menos diversidade que antes. As ribeiras urbanas s\u00e3o extremamente importantes porque funcionam como corredores ecol\u00f3gicos, ou seja, servem de caminho que muitas esp\u00e9cies podem usar para ir de um fragmento de habitat para outro e ter mais hip\u00f3teses de subsistir. E para al\u00e9m disto, tamb\u00e9m abrigam in\u00fameras esp\u00e9cies espec\u00edficas de rios e ribeiras, desde plantas aqu\u00e1ticas a peixes, anf\u00edbios, aves, insectos e moluscos de \u00e1gua doce. Neste estudo, que pode ser lido na \u00edntegra (em ingl\u00eas) <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11252-024-01551-z\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11252-024-01551-z\">aqui<\/a>, pretendeu-se dar um foco especial \u00e0s esp\u00e9cies maioritariamente terrestres que existem nas margens das ribeiras urbanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mesmos problemas que afectam os ecossistemas de forma geral tamb\u00e9m afectam as ribeiras: s\u00e3o reduzidas, reconduzidas ou cortadas pela urbaniza\u00e7\u00e3o, e a pavimenta\u00e7\u00e3o dos solos \u00e0 sua volta impermeabiliza muitas das margens, que deixam de conseguir absorver \u00e1gua e impedir cheias pelas cidades \u2013 que poder\u00e3o vir a ser cada vez mais frequentes devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Ainda mais, as actividades humanas podem poluir as \u00e1guas, ou perturb\u00e1-las ao ponto de afugentar animais. Para estudar todos estes factores, este estudo investigou tanto a biodiversidade como o n\u00edvel de urbaniza\u00e7\u00e3o de nove ribeiras de Coimbra. Para quem quiser saber como isso se faz, envolve muitas horas passadas dentro das ribeiras de galochas e a analisar fotos de plantas, a olhar para bichos e flores \u00e0 lupa e para n\u00fameros em grelhas de Excel, e tamb\u00e9m a contar com a ajuda da Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente e da Administra\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Hidrogr\u00e1fica do Centro, que forneceu dados de an\u00e1lises qu\u00edmicas da \u00e1gua das ribeiras. Nesta nossa era em que a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 cada vez menos financiada, conv\u00e9m relembrar que muito do que conseguimos aprender sobre os nossos ecossistemas e como os proteger \u00e9 gra\u00e7as ao trabalho de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas como estas.<\/p>\n\n\n\n<p>Feito todo o trabalho, quais foram as descobertas? Como seria de esperar, em s\u00edtios mais urbanizados h\u00e1 menos biodiversidade, mas com alguns pormenores interessantes. Alguns n\u00fameros: nos pequenos tro\u00e7os (100m) das ribeiras estudadas foram identificadas no total 80 esp\u00e9cies de invertebrados e mais de 160 de plantas. Duas esp\u00e9cies de plantas end\u00e9micas da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, a escroful\u00e1ria-da-beira (<em>Scrophularia grandiflora<\/em>) e as bocas-de-lobo (<em>Antirrhinum linkianum<\/em>), estas \u00faltimas por acaso ao p\u00e9 dos carris da esta\u00e7\u00e3o de Coimbra B. Trinta e duas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, nove delas invasoras \u2013 todas elas plantas excepto a vespa-asi\u00e1tica. Traduzindo por mi\u00fados todas as an\u00e1lises estat\u00edsticas: as ribeiras com mais solo impermeabilizado \u00e0 volta tinham comunidades mais parecidas entre si, e diferentes das ribeiras menos perturbadas. Quanto mais pavimentado era um local, menos diversidade de plantas tinha, especialmente plantas tipicamente associadas a ribeiras (l\u00f3gico), mas o mesmo n\u00e3o acontecia com invertebrados, em parte porque j\u00e1 muitos dos locais tinham as esp\u00e9cies que se v\u00ea em todo o lado, mais tolerantes e generalistas \u2013 a tal homogeneiza\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. A pavimenta\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas qu\u00edmicas da \u00e1gua ligadas \u00e0s actividades humanas afectavam comprovadamente a distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies menos tolerantes, muitas das quais j\u00e1 muito raras, e portanto sujeitas a desaparecer &#8211; uma delas a boca-de-lobo ao p\u00e9 dos carris de Coimbra B.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00f5es de aves nos locais de estudo revelaram algo interessante: uma fus\u00e3o de avifauna de ribeiras com avifauna de cidades, gar\u00e7as a coexistir com pombas por exemplo. Esta \u00e9 uma boa ilustra\u00e7\u00e3o do que s\u00e3o os nichos ecol\u00f3gicos, os espa\u00e7os muito espec\u00edficos que as caracter\u00edsticas de cada local criam e que exigem adapta\u00e7\u00f5es diferentes por parte das esp\u00e9cies que l\u00e1 vivem. Vemo-los todos os dias, se prestarmos aten\u00e7\u00e3o: uma qualquer rua poder\u00e1 ter l\u00edquenes e musgos s\u00f3 em determinados pontos dos muros, plantas que toleram ser pisadas entre as pedras da cal\u00e7ada, plantas menos tolerantes em cantos mais protegidos, ninhos de andorinha por baixo de telhas, teias de aranha em buracos. Cada um destes nichos cria condi\u00e7\u00f5es \u00e0s quais determinadas esp\u00e9cies se adequam mais que outras. A urbaniza\u00e7\u00e3o elimina muitos nichos dos ecossistemas naturais, mas pode criar outros. No caso das aves, o natural persiste e coexiste com o urbano, e esp\u00e9cies s\u00e3o atra\u00eddas tanto pela \u00e1gua doce que abriga plantas e insectos que aves rip\u00edcolas comem, como pelos restos da alimenta\u00e7\u00e3o humana de que as aves mais cosmopolitas se aproveitam. Isto pode ser visto na Figueira nas praias, onde as gaivotas que v\u00eam do mar se cruzam com as pombas a comer restos de bolacha americana. Nas margens de ribeiras de Coimbra, isto fez com que as aves fossem o \u00fanico grupo de animais cuja diversidade aumentou com a urbaniza\u00e7\u00e3o. Noutros grupos isto n\u00e3o se verificou, os impactos negativos da urbaniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o demasiado fortes.<\/p>\n\n\n\n<p>O local com maior diversidade era o menos perturbado e mais afastado da cidade, como seria de esperar. O inesperado foi que os locais com menor diversidade, menos de metade da desse local mais afastado, eram jardins p\u00fablicos \u2013 um deles uma ribeira rodeada de relva, que para al\u00e9m de preencher quase todo o espa\u00e7o no solo envolve cortes frequentes. Existe a ideia de que todos os espa\u00e7os verdes s\u00e3o bons para a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, mas esse verde n\u00e3o estar\u00e1 a fazer muito se for praticamente s\u00f3 relva. Cobertos de relva levam a uma diversidade de plantas muito menor, e com isso uma diversidade menor de polinizadores e herb\u00edvoros. Uma forma poss\u00edvel de evitar isto, que j\u00e1 se faz em v\u00e1rias cidades, \u00e9 deixar rect\u00e2ngulos delimitados por cortar, para que a vegeta\u00e7\u00e3o silvestre continue a crescer e atraia insectos. Isto est\u00e1 a ser feito no Parque das Abadias na Figueira e \u00e9 f\u00e1cil constatar a diferen\u00e7a no n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas nesses rect\u00e2ngulos e no resto do parque. Pode-se dizer algo semelhante sobre as podas das \u00e1rvores p\u00fablicas: as podas bem feitas podem revitalizar \u00e1rvores e eliminar ramos atacados por parasitas, mas as demasiado dr\u00e1sticas impedem aves de construir ninhos e arriscam a pr\u00f3pria sa\u00fade da \u00e1rvore. Por outras palavras, a interven\u00e7\u00e3o camar\u00e1ria na vegeta\u00e7\u00e3o pode ser positiva ou negativa, dependendo de se saber ou n\u00e3o o que se est\u00e1 a fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo que C\u00e2maras por todo o pa\u00eds poderiam fazer mais, e que por sinal \u00e9 urgente no concelho da Figueira, \u00e9 o controlo de esp\u00e9cies invasoras. Uma suspeita que este estudo confirmou foi que quanto mais afectado pela urbaniza\u00e7\u00e3o um ecossistema est\u00e1, mais fr\u00e1gil fica, e mais vulner\u00e1vel \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras. E nas ribeiras este \u00e9 um problema grave porque elas ajudam nessa prolifera\u00e7\u00e3o: plantas como as canas (<em>Arundo donax<\/em>) conseguem rebentar em qualquer lado onde um curso de \u00e1gua deixe bocados cortados ou partidos (depois de \u201climpezas\u201d indiscriminadas, por exemplo). Esp\u00e9cies que sirvam de alimenta\u00e7\u00e3o a aves, por outro lado, como a tintureira (<em>Phytolacca americana<\/em>), t\u00eam todas as aves frug\u00edvoras que por l\u00e1 andam a ajudar a dissemin\u00e1-las. As mimosas (<em>Acacia dealbata<\/em>) destacam-se entre as invasoras pela efici\u00eancia com que atraem polinizadores, que de tantas flores de mimosas e azedas (ou mijonas, <em>Oxalis pes-caprae<\/em>) infestantes que v\u00eam, podem nem chegar \u00e0s flores mais raras. Muitos destes locais tinham esp\u00e9cies tipicamente cultivadas a crescer espontaneamente, como roseiras \u2013 prova de que existe um caminho aberto entre os quintais privados e as margens de ribeiras mais pr\u00f3ximas. Plantas invasoras cultivadas como ornamentais est\u00e3o a um acaso de dist\u00e2ncia de serem disseminadas para toda a cidade, seja por cursos de \u00e1gua ou por animais, o que nos d\u00e1 uma dica de algo que podemos fazer pelo ambiente: \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 o controlo mas tamb\u00e9m a preven\u00e7\u00e3o, que todos n\u00f3s podemos praticar escolhendo esp\u00e9cies nativas para as nossas casas e jardins.<\/p>\n\n\n\n<p>A biodiversidade numa cidade melhora a qualidade de vida das pessoas, e tal como as pessoas n\u00e3o \u00e9 produto s\u00f3 do estado actual dum local, \u00e9 produto de toda a sua hist\u00f3ria. Terrenos abandonados que j\u00e1 foram parques, edif\u00edcios abandonados que j\u00e1 foram escolas, f\u00e1bricas desactivadas que mudaram a composi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas para onde enviavam os res\u00edduos, todas estas coisas t\u00eam efeitos no ambiente que podem durar tempo indefinido (veja-se a \u201cLagoa Azul\u201d de Maiorca) ou ser revertidos (veja-se os novos projectos no Pa\u00e7o de Maiorca, ou o controlo de chor\u00e3o-das-praias na Tocha que trouxe de volta as camarinhas desaparecidas). Mudan\u00e7as para melhor podem ser mantidas, e para pior podem ser revertidas. Se houver vontade, e no\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da ecologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Trinta e duas das esp\u00e9cies identificadas neste estudo s\u00f3 foram vistas numa das ribeiras. Enquanto os dados ainda estavam a ser analisados, esse terreno foi arrasado. Era o local menos perturbado e mais rico, e enquanto o artigo era publicado, dizendo que essa ribeira devia estar no topo da lista de prioridades de conserva\u00e7\u00e3o, muito do que estava l\u00e1 desapareceu. Aquelas trinta e duas esp\u00e9cies podiam estar a cumprir algum servi\u00e7o nos ecossistemas, mas devia valer a pena proteg\u00ea-las mesmo sem isso. Podem j\u00e1 n\u00e3o estar l\u00e1, porque n\u00e3o quiseram saber delas. Tufos de erva-das-pampas permanecem, porque ningu\u00e9m os tirou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste 14 de Setembro, dia em que se celebra o Dia da Ecologia, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO) com a Comiss\u00e3o Nacional da UNESCO, a Passarola publica um texto sobre um estudo que a bi\u00f3loga figueirense Carolina Campos realizou nas ribeiras urbanas de Coimbra, publicado na revista internacional Urban Ecosystems em 2024. 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