Durante todo o mês de Agosto a Passarola está a editar uma série de artigos e pequenas entrevistas para dar a conhecer os artistas que participam no evento EnCantar pela Paz que, produzido pel’Odezanovedejunho – Associação de Ideias, decorrerá de 3 a 27 de Setembro no Auditório Madalena Biscaia Perdigão.
Fernando Campos – finalmente um álbum de caricaturas
Chama-se “da Figueira e seus contornos” e, como refere o autor na contra-capa, “é um compêndio de caricaturas ilustrado com textos – um pouco à maneira de Rafael Bordalo Pinheiro, no seu Álbum de Glórias”.
A obra, de tiragem muito limitada, designada em sub-título como “vinte e sete retratos desenhados a traço fino e conciso copiosamente ilustrados com textos coloridos e substanciosos & 1 poema de carnaval”, é a primeira publicação impressa de textos e caricaturas que Fernando Campos vem editando no seu blogue desde 2007; também é uma edição de autor, como o “Discurso sobre a Figueira”, o pequeno “divertimento em forma de panfleto sarcástico” que o artista lançou durante a pandemia.
O lançamento, inserido no EnCantar pela Paz,será apresentado na Biblioteca Municipal, no dia 13 de Setembro, Sábado, às 17.30h, pelo escritor Daniel Abrunheiro e contará com a presença do autor, que “terá muito gosto em falar com pessoas, responder a perguntas e assinar autógrafos e tudo, se for caso disso”.
Fernando Campos nasceu no Uíge (Angola) em 1962.
Chegou a frequentar, por volta de 1979/80, aulas de desenho com Rolando Sá Nogueira, e de tudo e mais alguma coisa com Eduardo Calvet de Magalhães, na Cooperativa Árvore, no Porto.
Em 1983 fixou-se na Figueira da Foz, onde se dedicou à publicidade (com José Penicheiro, Cação Biscaia, Joaquim Cachulo e Francisco Rosa) e às artes gráficas (serigrafia), que foi abandonando para se dedicar, em paralelo alternado e simultâneo, à pintura, à ilustração, ao cartoon, à caricatura, à decoração, à carpintaria, à escrita e ao design de móveis e objectos.
Expõe pintura desde 1984. Está representado no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz, e em algumas colecções particulares.
Foi fundador e primeiro director, em 1985, na Figueira da Foz, de uma revista mensal de humor gráfico e banda-desenhada.
A partir de 1986 dedicou-se também à impressão de arte, na edição serigráfica de múltiplos de originais de artistas como Mário Silva, José Penicheiro e Filinto Viana, entre outros.
Em 1994 expôs individualmente no Museu Municipal, F. Foz.
Foi co-fundador, em 1995, da Cooperativa OESTE e do jornal A Linha do Oeste, do qual foi director-adjunto e onde também assumiu a direcção gráfica assim como outras funções (cartunista, ilustrador, fotógrafo, repórter e redactor), até 1998.
Em 2003 participou na fundação da Magenta, Associação dos Artistas pela Arte, da qual se desvinculou em 2013.
Em 2005 começou a interessar-se pela composição tridimensional, através da assemblage de objectos e, a partir de 2007, pelo desenho digital e “pelo estudo da alma humana através da arte da caricatura”.
Em 2012 expôs Achados & Caricaturas, no Tubo d’Ensaio d’Artes, Figueira da Foz.
Em 2013 foi-lhe atribuído o troféu Correia Dias – Prémio Especial do Júri do Salão Luso-Galaico de Caricatura, em Vila Real.
Actualmente “cuida do seu jardim, como disse Voltaire que todo o homem devia fazer; e tem uma página na web: ositiodosdesenhos, onde edita o que lhe ocorre e escreve o que lhe apetece”.
É um dos sócios fundadores d’Odezanovedejunho – Associação de Ideias.
Daniel Abrunheiro nasceu em Coimbra, em 1964.
Licenciado pela Universidade de Coimbra em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Estudos Portugueses e Franceses); pelo CENJOR – Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (1995-1996); Curso Profissional de Jornalismo com Estágio RDP – Antena 2 (Carteira Profissional de Jornalista nº 6562).
Foi revisor editorial e tradutor; cronista e jornalista; formador no CENJOR; formador no Ensino técnico-profissional e professor do ensino secundário.
É poeta e escritor.
Nas suas próprias palavras, “Vive como escreve: compulsivamente. Os temas da sua escrita são outros tantos irmãos gémeos da vida: o tempo, o Amor e a Morte. Gere amizades imorredouras e cultiva um punhado de mortos particulares”.
Já publicou: Cronicão (Publicenso, Leiria, 2003); O Preço da Chuva (Pé de Página, Coimbra, 2006); Licor, Sabão e Sapatos (Imagens & Letras, Leiria, 2007); Terminação do Anjo (Portugália Editora, Lisboa, 2008); O Baile dos Cedros – biografia autorizada de Armindo Lopes Carolino (Imagens & Letras, Leiria, 2014); Jorge Humberto, uma estrela no campo e na vida (Imagens & Letras, Leiria, 2014).
Tem para publicar: Rosário Breve (no prelo); Leite dos Santos (no prelo).


