EnCantar pela Paz – Beijar a Terra

Durante todo o mês de Agosto a Passarola está a editar uma série de artigos e pequenas entrevistas para dar a conhecer os artistas que participam no evento EnCantar pela Paz que, produzido pel’OdezanovedejunhoAssociação de Ideias, decorrerá de 3 a 27 de Setembro no Auditório Madalena Biscaia Perdigão.

Beijar a Terra: “eternizar e partilhar”

Sexta-feira, 25 de Setembro será a noite do Beijar a Terra, um projecto de Carolina Rosa e Ricardo Loio, dois jovens artistas que aqui se mostrarão ao público como um duo pouco usual. Fruto da sua “vontade de unir vertentes de saber artísticos e proporcionar uma experiência mais enriquecedora”, decidiram criar um espectáculo que combina a música com as artes circenses.

Carolina Rosa licenciou-se em Teatro na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, e em Educação Básica na Escola Superior de Educação de Coimbra. Trabalha como animadora de eventos e em feiras medievais mas sempre sem esquecer a música, e da sua parceria com Ricardo Loio, na vida e na arte, surgiu este projecto. Ele, originalmente da área da comunicação, marketing e publicidade, chegou a trabalhar como operador de câmara e realizador de documentários e é actualmente director artístico do Teatro Hábitos, em Nelas. Lá, “foi-se reformulando e reencontrando com a sua essência. Dedica-se às artes circenses e assim começa a desenvolver-se como artista de novo circo.” No que diz respeito à música, participou na produção do CD infantil “Viagens de Xavier” e acompanha agora Carolina Rosa neste projecto. Ela com a sua voz límpida, ele ora empunhando a guitarra ora fazendo flutuar pelo ar a sua bola de contacto que reflecte a luz em padrões bruxuleantes, em Beijar a Terra levam ao palco uma combinação de artes raramente vista em auditórios, e prometem “música, poesia e muita magia”.

O seu repertório é composto por músicas do cancioneiro português e abarca todo o país, dos Açores ao Alentejo, passando tanto por cantigas tradicionais como por nomes como Vitorino e José Afonso. O duo diz que tem como objectivo “trazer o melhor do cancioneiro português e das nossas raízes. É isso mesmo que pretendemos: beijar a terra e eternizar o que é nosso, partilhando-o com todos.” Partilharão a sua versão do património musical português, ainda vivo numa nova geração de artistas, com quem quiser aparecer.

Venham e tragam um amigo também.