Biodiversidade figueirense: Complexo Chrysis ignita

texto e fotos por Carolina Campos

Diz-se “complexo Chrysis ignita” em referência a um grupo de espécies muito difíceis de distinguir, também chamadas por vezes vespas cauda de rubi. O exoesqueleto delas é reforçado como uma armadura metálica brilhante e conseguem enrolar-se numa bola quando infiltram ninhos de outras espécies: as vespas maiores só conseguem expulsá-las do ninho pegando nas bolas e levando-as para outro sítio, sem ferir as vespas cauda de rubi. Elas fazem isso para pôr ovos nos ninhos – são vespas-cuco, mas ao contrário dos cucos as larvas delas alimentam-se não do alimento que os progenitores trazem mas sim das próprias larvas das outras vespas. Estudos já provaram que as vespas cauda de rubi conseguem camuflar o seu odor, de maneira que as vespas hospedeiras do seu parasitismo só as detectam quando as vêem. São inofensivas para humanos: nem têm ferrão.