Biodiversidade figueirense: Almirante-vermelho (Vanessa atalanta)

texto e fotos por Carolina Campos

O nome comum vem da semelhança do padrão com um uniforme da Marinha americana. É das maiores borboletas da Europa e comum em Portugal, especialmente no litoral, e voa tanto de dia como de noite. Tem duas tácticas de camuflagem: no meio de campos floridos mantém as asas abertas para se confundir com as cores das flores, e em rochas fecha as asas para ficar visível a sua parte de baixo, que tem uma coloração mais parda. Alimenta-se de urtigas em larva e de néctar e fruta podre em adulta. Deixa humanos chegar perto dela mas é muito territorial: os machos estabelecem territórios ovais de até 7x12m que patrulham várias vezes por hora e voam às voltas para desnortear qualquer macho que lá entre. É uma espécie referida em várias obras de Nabokov.