EnCantar 17-09-2025

No dia 17/09/25 à noite o Auditório Madalena Biscaia Perdigão tornou-se num espaço intimista de partilhas informais. Por entre músicas e histórias, com as luzes da sala acesas porque "gosta de ver as caras" e ter um canal aberto de conversa com o público, João Peneda revelou como as memórias contribuem para as influências artísticas. Explicou que para ele a guitarra é uma "máquina do tempo", e com ela levou o público tanto a momentos e figuras da história da música que o impactaram (o grunge, os Beatles, o concerto de Simon & Garfunkel no Central Park, David Bowie, Elton John, Lou Reed) como a memórias mais pessoais, como aprender a tocar em criança copiando os êxitos da rádio, e tardes passadas a tocar com o tio que lhe passou o interesse pela música. Com um arranjo simples, voz, guitarra e uso esparso de efeitos, João Peneda mostrou que as influências que moldam a identidade artística de um músico são as memórias de toda a sua vida, individuais e subjectivas, que depois partilha filtradas através dos seus instrumentos quando sobe ao palco.
Podem ver mais sobre o seu percurso e para onde vai a seguir em www.joaopeneda.net
Fotos de Luís Brandão.