{"id":1317,"date":"2025-08-04T08:21:52","date_gmt":"2025-08-04T08:21:52","guid":{"rendered":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1317"},"modified":"2025-08-10T08:33:42","modified_gmt":"2025-08-10T08:33:42","slug":"encantar-pela-paz-vitor-filipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1317","title":{"rendered":"EnCantar pela Paz &#8211; V\u00edtor Filipe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Durante todo o m\u00eas de Agosto a <strong>Passarola<\/strong> est\u00e1 a editar uma s\u00e9rie de artigos e pequenas entrevistas para dar a conhecer os artistas que participam no evento <strong>EnCantar pela Paz<\/strong> que, produzido pel&#8217;<strong><u>Odezanovedejunho<\/u><\/strong> &#8211; <em>Associa\u00e7\u00e3o de Ideias<\/em>, decorrer\u00e1 de 3 a 27 de Setembro no Audit\u00f3rio Madalena Biscaia Perdig\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Vitor Filipe: EnCantar pela Paz porque <em>\u201cO mundo pode ser melhor para todos. E isso tamb\u00e9m est\u00e1 nas nossas m\u00e3os\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>V\u00edtor Filipe<\/strong> \u00e9 soci\u00f3logo, actor, encenador, formador e gestor de projectos art\u00edsticos de interven\u00e7\u00e3o sociocultural. Nasceu na Figueira da Foz mas viveu mais de metade da sua vida em Montemor-o-Velho, onde foi presidente do CITEC durante 7 anos e director do CITEMOR durante 5 anos. Participou da cria\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Mendes Pinto em 1988, de cuja Direc\u00e7\u00e3o fez parte durante 8 anos. Tamb\u00e9m foi m\u00fasico na Banda Filarm\u00f3nica 25 de<br>Setembro e integrou o Rancho Folcl\u00f3rico da mesma associa\u00e7\u00e3o.<br>Entre 1982 e 1989 foi <em>T\u00e9cnico de Cultura e Turismo <\/em>na C\u00e2mara Municipal de Montemor-o-Velho.<br>Como actor tem desenvolvido trabalho no teatro, em v\u00e1rias companhias e em televis\u00e3o, nomeadamente em s\u00e9ries, novelas e publicidade, para al\u00e9m da locu\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos documentais e\/ou institucionais. Paralelamente desenvolve trabalho de forma\u00e7\u00e3o (profissional) com jovens e adultos, em escolas, empresas e\/ou institui\u00e7\u00f5es.<br>Hoje reside na Figueira da Foz, onde criou uma companhia de teatro (Mar a Mar &#8211; Teatro) e continua ligado aos movimentos associativos, porque acredita que a cultura pode ser um motor de desenvolvimento c\u00edvico e social.<br><br>Vitor Filipe tamb\u00e9m \u00e9 s\u00f3cio d&#8217;<strong>Odezanovedejunho<\/strong> e foi ele o coordenador do programa do evento <strong>EnCantar pela Paz<\/strong>. Neste \u00e2mbito, preparou uma programa\u00e7\u00e3o especial para o dia 21 de Setembro (Dia Internacional da Paz) em cuja <em>Abertura<\/em> ir\u00e1 interpretar uma leitura encenada do poema teatral&nbsp; \u201cA Gota de Mel\u201d, do actor e dramaturgo franc\u00eas Leon Chancerel (com acompanhamento musical ao vivo por Pedro Abreu e um v\u00eddeo de David Fadul); e est\u00e1 a ensaiar a leitura a sete vozes pelo <em>Colectivo Po\u00e9tico d&#8217;Odezanovedejunho<\/em>, do poema \u201cMais Guerras, N\u00e3o\u201d, de Alberto Uva, que encerrar\u00e1 o programa desse dia. A <strong>Passarola<\/strong> falou com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <strong>O que \u00e9 o EnCantar pela Paz?, e que dificuldades tiveste que superar para compor o cartaz de um evento deste g\u00e9nero, in\u00e9dito na Figueira?<\/strong><br>&#8211; Trata-se de um programa participado por pessoas da Figueira da Foz (residentes ou n\u00e3o) ligados a diferentes express\u00f5es art\u00edsticas, no sentido de, com os seus trabalhos, procurarem sensibilizar para a import\u00e2ncia da PAZ, num momento em que proliferam de forma desenfreada os tumultos e as guerras em diferentes lugares do planeta.<br>O programa, longe de ser o ambicionado inicialmente, n\u00e3o deixa de ter a qualidade capaz de surpreender o p\u00fablico que a ele ocorrer.<br>Quest\u00f5es relacionadas com constrangimentos econ\u00f3micos, bem como o funcionamento da associa\u00e7\u00e3o (rec\u00e9m-criada) que a promove, que precisa de estar mais \u201coleada\u201d, assim o determinaram. Desta forma o programa, sendo o poss\u00edvel, \u00e9 suficientemente capaz de satisfazer os objectivos a que nos prop\u00fanhamos, s\u00f3 poss\u00edvel com a abnega\u00e7\u00e3o de todos os que nele dispuseram suas vidas.<br><br><strong>&#8211; Participas no evento no dia 21 com a leitura encenada de um poema teatral, como pre\u00e2mbulo da projec\u00e7\u00e3o do filme <em>No Other Land<\/em>. Est\u00e1s tamb\u00e9m a ensaiar uma leitura colectiva de outro poema para o encerramento do programa desse dia. Explica-nos as raz\u00f5es (\u00e9ticas ou est\u00e9ticas) para a tua elei\u00e7\u00e3o destes dois poemas e os motivos por que optaste por um para <em>abrir<\/em> e pelo outro para <em>encerrar<\/em>.<\/strong><br>&#8211; A \u201cGota de Mel\u201d, que far\u00e1 a abertura do programa desse dia (21) tem uma arquitectura que sublinha e aponta para a fraternidade. Ideologicamente elaborado como um hossana ao abra\u00e7o universal, n\u00e3o tem personagens identificados, o que sublinha o seu prop\u00f3sito, ou seja, a convers\u00e3o do \u201ceu\u201d em \u201cn\u00f3s\u201d, a socializa\u00e7\u00e3o da pessoa, no fundo a exalta\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o comunit\u00e1ria dos seres humanos e a insignific\u00e2ncia das causas geradoras das grandes hecatombes \u2013 da gota de mel ao colapso total.<br>\u00c9 o pre\u00e2mbulo e o fim previs\u00edvel do que est\u00e1 a acontecer e pode resultar em diferentes partes do nosso mundo. No nosso dia-a-dia somos assoberbados por not\u00edcias sobre guerras, motivadas por quest\u00f5es territoriais e de competi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, baseadas em disputas de poder e influ\u00eancia, ideologias e identidade, ou diferen\u00e7as religiosas, \u00e9tnicas e culturais, que geram tens\u00f5es e levam a confrontos armados, num desrespeito total pelo ser humano e sentido comunit\u00e1rio. Enfim, um \u201ccaldeir\u00e3o\u201d de interesses perpetrados ou coordenados sobretudo pelas ditas grandes pot\u00eancias (EUA\/R\u00fassia) que leva sobretudo \u00e0 morte de muita gente, para \u201cregalo\u201d e satisfa\u00e7\u00e3o dos ditos poderosos.<br>A \u201cGota de Mel\u201d \u00e9 assim, sobretudo, uma chamada de aten\u00e7\u00e3o para o que poder\u00e1 acontecer no futuro, tendo em conta o evoluir das guerras nos \u00faltimos anos.<br>O poema \u201cMais Guerras, N\u00e3o\u201d, \u00e9 a recusa perempt\u00f3ria de que n\u00e3o \u00e9 esse o mundo que queremos. Um \u201cgrito\u201d colectivo, ousado e implac\u00e1vel, desesperado e sincero como as \u00faltimas palavras de um condenado, ao rev\u00e9s de uma pr\u00e9dica calvinista, porque o mundo pode ser melhor para todos, mais humanizado. E isso tamb\u00e9m est\u00e1 nas nossas m\u00e3os.<br>Por todos os motivos enunciados, tendo em conta a problem\u00e1tica abordada, julgo ser um poema que fechar\u00e1 a noite com \u201cchave de ouro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante todo o m\u00eas de Agosto a Passarola est\u00e1 a editar uma s\u00e9rie de artigos e pequenas entrevistas para dar a conhecer os artistas que participam no evento EnCantar pela Paz que, produzido pel&#8217;Odezanovedejunho &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Ideias, decorrer\u00e1 de 3 a 27 de Setembro no Audit\u00f3rio Madalena Biscaia Perdig\u00e3o. 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