{"id":1671,"date":"2025-10-30T11:31:01","date_gmt":"2025-10-30T11:31:01","guid":{"rendered":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1671"},"modified":"2025-10-31T11:31:44","modified_gmt":"2025-10-31T11:31:44","slug":"cravos-de-portugal-e-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1671","title":{"rendered":"Cravos de Portugal e da Palestina"},"content":{"rendered":"\n<p><em>por <strong>Carolina Campos<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma \u00e1rea da biologia chamada Etnobiologia, que estuda as formas como os humanos usam, classificam e pensam sobre o ambiente e a biodiversidade, nas diferentes culturas do passado e do presente. \u00c9 um ramo multidisciplinar, que cruza a ci\u00eancia com a hist\u00f3ria, a antropologia, a psicologia, as artes, e que pode revelar muito sobre n\u00f3s e sobre o mundo \u00e0 nossa volta. Aprende-se sobre a sociedade do Antigo Egipto olhando para as plantas que representavam em pinturas, por exemplo, ou sobre tradi\u00e7\u00f5es portuguesas e a biodiversidade de outras eras ouvindo can\u00e7\u00f5es como <em>Milho Verde<\/em> e <em>\u00d3 Rama, \u00d3 Que Linda Rama<\/em>, ou lendo Miguel Torga e Aquilino Ribeiro. Existe um vaso, o vaso de Uruk, esculpido no actual Iraque h\u00e1 cerca de tr\u00eas mil anos, que mostra, de baixo para cima: \u00e1gua na base, depois as plantas cultivadas no delta do Tigre e do Eufrates, depois os animais que davam leite e aravam as terras, depois humanos em rituais religiosos com ta\u00e7as de fruta e cereais \u2013 a sec\u00e7\u00e3o transversal de toda uma sociedade. Ao longo de toda a hist\u00f3ria da Humanidade, muito do que tem formado identidades, tanto individuais como colectivas, regionais e nacionais, \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e0 Natureza do s\u00edtio onde vivem \u2013 algo que essa inven\u00e7\u00e3o moderna que \u00e9 a vida citadina pode fazer esquecer \u2013, &nbsp;e arte que toca nisso regista essa liga\u00e7\u00e3o para a posteridade. E ajuda tamb\u00e9m a perpetu\u00e1-la: registos de sentimentos sobre a Natureza de um lugar podem manter vivos ou ressuscitar esses sentimentos, esp\u00e9cies ou paisagens podem ser transformadas em s\u00edmbolos. Isto \u00e9 muito prevalente no M\u00e9dio Oriente, onde as grandes pot\u00eancias internacionais n\u00e3o conseguem ver uma casa sem a bombardear, ou ver fam\u00edlias sem as deslocar \u00e0 for\u00e7a. O que resta \u00e9 a Natureza, o que sempre brotou e continua a brotar do solo, a terra aonde povos pertencem no seu estado mais irredut\u00edvel e intemporal.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiu em 2024, atrav\u00e9s de apoios do Instituto Escoc\u00eas do Document\u00e1rio, um filme intitulado <em>The Flowers Stand Silently, Witnessing<\/em> (em portugu\u00eas: <em>As Flores Permanecem Silenciosas, Testemunhando<\/em>). Consiste numa \u201cinterven\u00e7\u00e3o\u201d de Theo Panagopoulos, cineasta palestiniano radicado na Esc\u00f3cia, sobre filmagens que descobriu num arquivo, feitas por um mission\u00e1rio escoc\u00eas nos anos de 1930-40 para mostrar a beleza da flora da Palestina, na altura sob ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. Panagopoulos diz no filme que num total de 45 minutos das filmagens que usou, cheias de flores e de uma fam\u00edlia brit\u00e2nica a apreci\u00e1-las e colh\u00ea-las, menos de 3 minutos mostram palestinianos. Usar plantas, colher plantas, olhar para plantas e mostr\u00e1-las, tamb\u00e9m isto \u00e9 pol\u00edtico. Se pelo menos desde os tempos do Vaso de Uruk que a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 entendida e retratada como a base de uma sociedade sedent\u00e1ria, h\u00e1 noventa anos atr\u00e1s um mission\u00e1rio do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico foi \u00e0 Palestina exercer o corol\u00e1rio disso, comum ao longo de toda a hist\u00f3ria do colonialismo: a reclama\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o de outro povo como uma reclama\u00e7\u00e3o da sua casa. Surgem no filme as frases: \u201c<em>Estas imagens de flores escondiam viol\u00eancia na beleza. Estas imagens de flores legitimaram o poder sobre outros. Estas imagens de flores trouxeram-nos aos dias de hoje.<\/em>\u201d Antes da Nakba a Palestina j\u00e1 era uma terra vista como pass\u00edvel de ser reclamada; a ideia central que este filme mostra, atrav\u00e9s de imagens de flores, a cores, \u00e9 que o que nos trouxe aos dias de hoje n\u00e3o est\u00e1 ligado necessariamente aos argumentos apresentados a favor de Israel. Foi o pr\u00f3prio imperialismo; a permiss\u00e3o, que continua at\u00e9 agora, do pensamento e ac\u00e7\u00e3o coloniais, que desde ent\u00e3o simplesmente mudaram de cara. S\u00e3o imagens belas, as primeiras captadas a cores na regi\u00e3o, e serviram o prop\u00f3sito de tomar posse dessa beleza, de a tirar \u00e0s pessoas que estavam activamente a ser apagadas da paisagem, e que Panagopoulos resgata daqueles 3 minutos e traz para primeiro plano, reclamando assim a pr\u00f3pria terra de volta. H\u00e1 uma imagem no filme que diz muito: ramos de uma planta espinhosa, talvez uma rom\u00e3zeira, torcidos (pelo mission\u00e1rio?) para se parecerem com uma coroa de espinhos em cima de um pano vermelho, uma transforma\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a das plantas de uma terra ocupada numa imagem do ocupante \u2013 sem sangue \u00e0 vista mas uma imagem incrivelmente violenta pelo sangue impl\u00edcito, n\u00e3o de Cristo mas de um genoc\u00eddio, de dimens\u00f5es que este mission\u00e1rio n\u00e3o podia adivinhar mas que ele ajudou a legitimar. Contudo, lembra Panagopoulos, as flores t\u00eam sementes, e voltar\u00e3o a renascer. E, de facto, rom\u00e3s e melancias s\u00e3o s\u00edmbolos da resist\u00eancia palestiniana; as rom\u00e3s \u2013 estamos agora na \u00e9poca delas em Portugal, por acaso \u2013 j\u00e1 h\u00e1 muito tempo s\u00edmbolo da fertilidade e da prosperidade pela grande quantidade de sementes que produzem. O povo, tal como as sementes, permanece.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde isto foi recentemente mostrado, por exemplo, foi em <em>Eu Lembro Eu Esque\u00e7o<\/em> (<em>I Remember I Forget<\/em> nas plataformas <em>online<\/em>), o \u00faltimo \u00e1lbum de Yasmine Hamdan, lan\u00e7ado no m\u00eas passado. Hamdan, libanesa, \u00e9 tida h\u00e1 mais de vinte anos como um \u00edcone dos nichos ditos <em>subterr\u00e2neos <\/em>da m\u00fasica do mundo \u00e1rabe, fundindo sons modernos com influ\u00eancias antigas da m\u00fasica e poesia do M\u00e9dio Oriente, e cantando em v\u00e1rios dialectos do \u00e1rabe como o liban\u00eas, o palestiniano e o eg\u00edpcio. <em>Eu Lembro Eu Esque\u00e7o <\/em>\u00e9 o seu primeiro \u00e1lbum em oito anos e foca-se muito na Palestina, com letras tanto de poetas palestinianos contempor\u00e2neos como de cantigas de resist\u00eancia contra o dom\u00ednio Otomano do s\u00e9culo XVI. \u201c<em>Este \u00e1lbum \u00e9 sobre [\u2026] a sensa\u00e7\u00e3o de viver em dois s\u00edtios ao mesmo tempo. \u00c0s vezes sinto que \u00e9 absurdo porque estou a viver aqui, mas tamb\u00e9m a viver o tempo da guerra que est\u00e1 ali<\/em>\u201d, disse ela numa entrevista \u00e0 revista The National, que resumiu este \u00e1lbum com \u201c<em>a tens\u00e3o entre o aqui e o ali<\/em>.\u201d E nos v\u00eddeos que acompanham as m\u00fasicas, l\u00e1 est\u00e3o as flores. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YjMX4LJNZSw\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YjMX4LJNZSw\">Avi\u00f5es de guerra a voar sobre campos de girass\u00f3is<\/a>, papoilas como as que se v\u00eam nas filmagens do mission\u00e1rio escoc\u00eas, bosques em chamas, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0i5HlZy5-NM\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0i5HlZy5-NM\">mulheres a colher cereais e a dan\u00e7ar com cestos de flores e frutos<\/a>, cravos, rosas, montes de flores secas despeda\u00e7adas, muros cobertos de jasmim, e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QAY3mgFyZcY\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QAY3mgFyZcY\">rom\u00e3s com sumo que parece sangue e sementes que se espalham por todo o lado<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Yasmine Hamdan vive actualmente em Fran\u00e7a. Theo Panagopoulos na Esc\u00f3cia. Aqui em Portugal, saiu este ano um livro intitulado <em>Chuva de Jasmim<\/em>, de uma poetisa palestiniana, Shahd Wadi, que veio viver para c\u00e1 e escreve agora em portugu\u00eas, tamb\u00e9m sobre a tens\u00e3o entre o aqui e o ali. Aprendeu portugu\u00eas em adulta e n\u00e3o o usa como falante nativa, d\u00e1 toques \u00e0 gram\u00e1tica e voltas a express\u00f5es que s\u00f3 poderiam vir de um olhar externo sobre a l\u00edngua, e ela pr\u00f3pria diz que mant\u00e9m esses elementos na sua escrita como afirma\u00e7\u00e3o do seu sotaque palestiniano e do seu direito a ocupar espa\u00e7o na l\u00edngua portuguesa como imigrante. E algo que \u00e9 claro em <em>Chuva de Jasmim <\/em>\u00e9 que Wadi n\u00e3o usa o portugu\u00eas dos comunicados de imprensa e dos jornais, nem o portugu\u00eas do saudosismo patri\u00f3tico e do nosso-senhor-nos-acuda; Wadi escreve no portugu\u00eas de Abril, com vampiros que comem tudo e cantigas que s\u00e3o armas e Gr\u00e2ndolas com som de gravilha e \u201cFalastin \u00e1rabiya<em> sempre \/ sionismo nunca mais<\/em>\u201d. Os preponentes do portugu\u00eas do saudosismo patri\u00f3tico achar\u00e3o isto uma pervers\u00e3o, e \u00e9 precisamente contra esses que esta fus\u00e3o de culturas se vira e destaca as semelhan\u00e7as entre os nossos povos, os dois a lutar contra fascismos que s\u00e3o o mesmo com caras diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A artista e realizadora iraniana Marjane Satrapi disse uma vez, como mensagem ao povo americano, que \u201c<em>o mundo n\u00e3o est\u00e1 dividido entre Ocidente e Oriente. Tu \u00e9s americano, eu sou iraniana, mas falamos juntos e entendemo-nos perfeitamente. A diferen\u00e7a entre ti e o teu governo \u00e9 muito maior que a diferen\u00e7a entre ti e mim. E a diferen\u00e7a entre mim e o meu governo \u00e9 muito maior que a diferen\u00e7a entre mim e ti. E os nossos governos s\u00e3o iguais.<\/em>\u201d Neste momento em que vivemos, de extrema-direita em ascens\u00e3o, de \u00f3dios absurdos alimentados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o para manufacturar consentimento para cada vez mais actos de opress\u00e3o e viol\u00eancia neocolonialista, \u00e9 preciso lembrar isto. <em>Chuva de Jasmim<\/em> fala da tens\u00e3o entre o aqui (\u201c<em>na terra do mais ou menos. \/ Nem isto, nem aquilo, um vai andando. \/ Um bacalhau demolhado, nem cru nem cozinhado. N\u00e3o \u00e9 extremamente nem extremamente, \u00e9.<\/em>\u201d) e o ali (\u201c<em>Como todas as casas palestinianas \/ a minha tamb\u00e9m come\u00e7a \/ o poema<\/em>\u201d) ao mesmo tempo que os une. Com algumas das mesmas lutas (\u201c<em>O patr\u00e3o que n\u00e3o perdoa do patr\u00e3o do chefe da patroa do patr\u00e3o do patr\u00e3o do patr\u00e3o tem deus. \/ Deus \u00e9 um filho da puta.<\/em>\u201d), e, o motivo para estar a ser referido aqui, com algumas das mesmas flores.<\/p>\n\n\n\n<p>As plantas e flores s\u00e3o uma presen\u00e7a constante no livro, e percorrem todos os pontos aqui falados. O t\u00edtulo, <em>Chuva de Jasmim<\/em>, vem de uma mulher chamada Eman que ao ver a Palestina a ser incessantemente bombardeada disse \u201c<em>rezo para que chova jasmim<\/em>\u201d. O poema <em>Interrup\u00e7\u00e3o <\/em>fala da p\u00e1tria no intervalo \u201c<em>Entre o pinheiro e ontem. (\u2026) Entre Yafa e agora. \/ Entre o esquecimento e o parto. \/ Entre a morte da papoila.\u201d<\/em> O poema <em>Alucina\u00e7\u00f5es sobre flores meio ano depois<\/em>, sobre um florista morto em Gaza, come\u00e7a citando versos de uma poetisa palestiniana sediada nos EUA, Noor Hindi, \u201c<em>Os colonizadores escrevem sobre flores. \/ Eu conto-te como as crian\u00e7as atiram pedras contra os tanques israelitas \/ segundos antes de se transformarem em margaridas<\/em>\u201d, e fala da rela\u00e7\u00e3o entre o colonialismo e a posse da vegeta\u00e7\u00e3o de forma semelhante a Panagopoulos: \u201c<em>E n\u00e3o \u00e9 que as flores no arquivo do ocupante mant\u00eam o seu nome: \/ <\/em>Scabiosa Palestina, Adonis Palestina, Cota Palestina<em> \/ Terra Palestina<\/em>\u201d. Procurando estas plantas no Google, os resultados s\u00e3o <em>sites<\/em> sobre \u201ca flora de Israel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas muitas plantas tamb\u00e9m existem c\u00e1. O ch\u00e1 de medronho surge como s\u00edmbolo da identidade palestiniana, e o medronheiro \u00e9 bem conhecido dos portugueses, e dos figueirenses que j\u00e1 tenham andado pela Serra da Boa Viagem. \u201c<em>Uma figueira, serei Palestina. \/ Se fosse minha, seria possessiva.<\/em>\u201d Um dos poemas chama-se <em>A buganv\u00edlia e o caminho<\/em>, sendo buganv\u00edlia em \u00e1rabe <em>manjuna<\/em>, que tamb\u00e9m significa \u201ca louca\u201d, e esta louca depara-se com a buganv\u00edlia nas formas de todos os muitos nomes comuns que tem em portugu\u00eas: a Primavera, Tr\u00eas Marias, Santa-Rita (\u201c<em>A descer \/ todos os santos ajudam \/ menos a Santa Rita<\/em>\u201d), uma Roseta, um Riso. E no centro de tudo, os cravos, vermelhos. \u201c<em>Tamb\u00e9m neste abril, meio ano depois, n\u00e3o \/ haver\u00e1 exporta\u00e7\u00e3o de cravos de Gaza. \/ \u00d3 mundo, aprende os nomes dos n\u00fameros. \/ Antes do bloqueio, Gaza enviava ao mundo mais \/ de quarenta milh\u00f5es de cravos por ano.<\/em>\u201d O Estado Novo usou uma liga\u00e7\u00e3o romantizada das pessoas \u00e0 fauna e faina do mar para perpetuar o fascismo em Portugal, e depois foi uma flor, de uma florista como o que foi morto em Gaza, o s\u00edmbolo do derrubar desse fascismo, e o s\u00edmbolo da prosperidade da Palestina para uma poetisa que escreve em portugu\u00eas de Abril. O entorpecimento e aliena\u00e7\u00e3o do povo que favoreciam o Estado Novo tamb\u00e9m favorecem o Estado de Israel e o novo fascismo portugu\u00eas que se come\u00e7a a instalar, e enquanto acharmos que somos diferentes, n\u00f3s aqui e eles ali, vamos continuar a ser virados uns contra os outros c\u00e1 em baixo enquanto as classes dominantes lucram com isso l\u00e1 em cima. Temos de conhecer o poder das palavras e das imagens, e saber olhar para o que nos p\u00f5em \u00e0 frente. Tudo \u00e9 pol\u00edtico, at\u00e9 olhar para plantas; e entre Portugal e a Palestina, muitas s\u00e3o as mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel tem dois sistemas de Intelig\u00eancia Artificial que usa para coordenar bombardeamentos em Gaza, a que chama Evangelho (um descendente tecnol\u00f3gico da coroa de espinhos de rom\u00e3zeira) e Lavanda. Shahd Wadi escreveu em 2024:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ontem gostava de lavanda.<\/em><br><em>Hoje, meio ano depois, 50 anos depois, 76 anos depois,<\/em><br><em>gosto mais de cravos.<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Cravos (<em>Dianthus caryophyllus<\/em>), de Hans-Simon Holtzbecker (guache sobre papel velino, 1649-1659).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Carolina Campos Existe uma \u00e1rea da biologia chamada Etnobiologia, que estuda as formas como os humanos usam, classificam e pensam sobre o ambiente e a biodiversidade, nas diferentes culturas do passado e do presente. \u00c9 um ramo multidisciplinar, que cruza a ci\u00eancia com a hist\u00f3ria, a antropologia, a psicologia, as artes, e que pode [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1672,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"saved_in_kubio":false,"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1671","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1671","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1671"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1671\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1678,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1671\/revisions\/1678"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1672"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}