{"id":1804,"date":"2026-04-15T10:33:54","date_gmt":"2026-04-15T10:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1804"},"modified":"2026-04-15T11:34:15","modified_gmt":"2026-04-15T11:34:15","slug":"a-exopotamia-sur-mer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=1804","title":{"rendered":"A Exopot\u00e2mia sur-mer"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>cr\u00f3nica de um sultanato no deserto sem not\u00edcias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>por <strong>Fernando Campos<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Vamos todos a caminho do esquecimento, essa doce praia<\/em><\/strong><br><strong>Daniel Abrunheiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo <strong>&#8220;Desertos de Not\u00edcias Europa 2025&#8221;<\/strong>, coordenado em Portugal pelo Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade da Beira Interior (UBI), mais de metade do territ\u00f3rio nacional n\u00e3o tem fontes de informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1veis e regulares sobre a realidade do pr\u00f3prio concelho. Mais de 80 munic\u00edpios n\u00e3o t\u00eam actualmente um \u00fanico jornal e 74 n\u00e3o t\u00eam uma \u00fanica r\u00e1dio. Este fen\u00f3meno tem sido acompanhado por <em>um fortalecimento dos gabinetes de comunica\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cSem jornalismo local, o escrut\u00ednio de pol\u00edticos, empres\u00e1rios e gestores p\u00fablicos \u00e9 nulo. Como \u00e9 que as pessoas votam se Portugal \u00e9 um deserto de not\u00edcias?\u201d<\/em><\/strong> Perguntava-se a jornalista B\u00e1rbara Reis, h\u00e1 tempos, no P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe por\u00e9m algo pior do que <em>um deserto de not\u00edcias<\/em>. Na Figueira da Foz, por exemplo, h\u00e1 anos que n\u00e3o existe imprensa <em>residente,<\/em> mas pulula a <em>correspondente<\/em>. Durante a mais recente campanha eleitoral aut\u00e1rquica, esta <em>comunica\u00e7\u00e3o<\/em> <em>social<\/em> n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi capaz de promover um \u00fanico debate p\u00fablico entre todos os candidatos, como tamb\u00e9m n\u00e3o logrou achar espa\u00e7o nas suas p\u00e1ginas para uma \u00fanica entrevista a qualquer um deles &#8211; um privil\u00e9gio religiosamente consagrado apenas ao actual presidente do munic\u00edpio, ritual repetido ali\u00e1s todos os tr\u00eas-quinze-dias durante todos os seus anos de mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se segue \u00e9 o relato de alguns sucessos num concelho onde as \u00fanicas not\u00edcias que se publicam s\u00e3o as redigidas ou <em>autorizadas<\/em> pelo <em>gabinete de comunica\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio. <\/em>A sua leitura talvez sirva para elucidar almas gentis como B\u00e1rbara Reismas, como \u00e9 \u00f3bvio, n\u00e3o dispensa a consulta dos resultados eleitorais.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Junho de 2025, a junta de freguesia de Maiorca inaugurou um inacredit\u00e1vel monumento, que apresentou como uma <strong><em>\u201ccelebra\u00e7\u00e3o da devo\u00e7\u00e3o religiosa dos maiorquenses\u201d<\/em><\/strong>. Segundo a imprensa, que reproduziu religiosamente o mesmo texto emitido pelo <em>gabinete de comunica\u00e7\u00e3o<\/em> do munic\u00edpio, a obra em causa pretendia <strong>\u201c<em>elevar o impacto da religiosidade na comunidade local<\/em>\u201d<\/strong>, teria sido <em><strong>\u201csuportada financeiramente e executada pela Junta de Freguesia de Maiorca\u201d<\/strong>, e <\/em>representado <strong>\u201c<em>um investimento de 24 mil euros<\/em>\u201d<\/strong> com apoio municipal em cerca de 90% dos materiais e mat\u00e9rias-primas, na sua grande maioria reaproveitados de outras obras municipais.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>A obra \u201cCRUCIS &#8211; Homenagem ao Divino Senhor da Paci\u00eancia\u201d, localizada na Rua do Senhor da Paci\u00eancia, em Cruzes (estas coisas n\u00e3o se inventam) no alto de uma pequena colina com vistas largas para dois pal\u00e1cios em ru\u00ednas, foi inaugurada numa sexta-feira \u00e0 noite pelo presidente da Junta, Rui Ferreira, na presen\u00e7a do <em>padre Daniel<\/em> que aben\u00e7oou a santa coisa e do presidente da C\u00e2mara Municipal Pedro Santana Lopes em pessoa, que descerrou a l\u00e1pide sacramental. Trata-se de uma esp\u00e9cie de <em>instala\u00e7\u00e3o<\/em> delirante e surrealista, um cad\u00e1ver (realmente muito) esquisito, constitu\u00edda por um manipanso gesticulante e maneta, um <em>walking dead<\/em> de pau feito (aut\u00eantico eucalipto nacional) sobre um altar com tr\u00eas degraus na esquina de uma casa com um talude, entre um guarda-corpo em a\u00e7o inox decorado de ex\u00f3ticos motivos vegetais e uma esp\u00e9cie de roda cujos raios parecem cornetas, ou canh\u00f5es, em chapa recortada e pregada na empena da parede cega, como uma anti-a\u00e9rea com os canos apontados para todos os azimutes. Mas a santa <em>bricolage <\/em>s\u00f3 atingiu os p\u00edncaros do escaganifob\u00e9tico mais expl\u00edcito com o remate final, a sua <em>pi\u00e8ce de resistance<\/em>: nove marcos instalados no ch\u00e3o em volta que, para o presidente da junta, representam <a><\/a><strong>\u201c<em>cada um dos locais de culto religioso na freguesia<\/em>\u201d <\/strong>e para muitos paisanos apenas <em>a cerveja no t\u00f3pingue <\/em>de um simpl\u00f3rio por\u00e9m flamejante e monumental atentado consumado \u00e0 sua paci\u00eancia, sensibilidade e intelig\u00eancia. Da imprensa nem ai nem ui; nem do destrambelho est\u00e9tico do monumento, nem do desatinado desprop\u00f3sito do <em>investimento<\/em>, nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sublinhe-se que este investimento p\u00fablico numa homenagem \u00e0 devo\u00e7\u00e3o por uma confiss\u00e3o religiosa foi, c\u00e2ndida e orgulhosamente, perpetrado (mais de cem anos depois do decreto-lei de 1911, do senhor Afonso Costa, que instituiu a <em>Separa\u00e7\u00e3o do Estado das Igrejas, <\/em>e cinquenta depois da Constitui\u00e7\u00e3o de 1976 que, mesmo que muito timidamente, a reinstituiu) por um autarca ent\u00e3o ainda socialista &#8211; Rui Ferreira haveria, depois de virar a casaca, de se recandidatar pela for\u00e7a que apoiou Santana Lopes e perder a re-elei\u00e7\u00e3o para o Chega, o partido fascista que agora governa Maiorca, em mui alegre geringon\u00e7a com o <em>socialista<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta devo\u00e7\u00e3o pela devo\u00e7\u00e3o \u00e0 <em>santa tradi\u00e7\u00e3o<\/em> religiosa n\u00e3o foi apenas um epis\u00f3dico e idiossincr\u00e1tico capricho de um expedito <em>prsdnte<\/em> de junta de aldeia armado aos cucos. \u00c9 uma tend\u00eancia, pastosa e palp\u00e1vel, um <em>ar do tempo<\/em> que j\u00e1 tomou a cidade &#8211; como a febre da raspadinha, os ratos, as lojas de penhores, os oculistas, as gaivotas, as igrejas evang\u00e9lico-sionistas e os supermercados.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma <em>tend\u00eancia<\/em> m\u00f3rbida, com a sua peculiar e sintom\u00e1tica <em>sensibilidadezinha<\/em> para as coisas da cultura, tornou-se evidente no decorrer da 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do ciclo de confer\u00eancias \u201cTemas de Arqueologia\u201d, que pela primeira vez se alargou tamb\u00e9m a <em>Temas de Arte<\/em>. Promovido pelos Servi\u00e7os Culturais do munic\u00edpio, como sempre em parceria com a Universidade S\u00e9nior da Figueira da Foz, este not\u00e1vel ciclo de confer\u00eancias decorreu de 4 de Fevereiro a 18 de Mar\u00e7o, \u00e0s quartas-feiras, no Audit\u00f3rio Municipal Madalena Biscaia Perdig\u00e3o. Contudo &#8211; apesar de integradas nas comemora\u00e7\u00f5es do 132\u00ba anivers\u00e1rio do Museu Municipal e da indiscut\u00edvel relev\u00e2ncia da revela\u00e7\u00e3o de surpreendentes formas de arqueologia (o conceito de <em>escava\u00e7\u00e3o do presente<\/em>, explicado na magistral palestra de T\u00e2nia Casimiro) e da divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica de novas descobertas no estudo do seu pr\u00f3prio esp\u00f3lio arqueol\u00f3gico e art\u00edstico &#8211; tornou-se inilud\u00edvel um facto ostensivo: nem uma destas confer\u00eancias mereceu a presen\u00e7a de um representante da tutela (o pelouro da Cultura) nem de qualquer chefia dos <em>servi\u00e7os culturais<\/em>. A imprensa local, como <em>de costume,<\/em> tamb\u00e9m disse nada; limitou-se a divulgar <em>religiosamente, <\/em>como sempre, o an\u00fancio do evento, ali\u00e1s muito competentemente confeccionado j\u00e1 em forma de not\u00edcia, como habitualmente, plo <em>gabinete de comunica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Logo a seguir, a C\u00e2mara Municipal da Figueira da Foz, \u201c<strong><em>ciente do car\u00e1cter diferenciador e caracter\u00edsticas \u00fanicas das cerim\u00f3nias da Semana Santa e da P\u00e1scoa em Buarcos, associou-se \u00e0 Par\u00f3quia de Buarcos e \u00e0 Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Buarcos na sua valoriza\u00e7\u00e3o, consequente proje\u00e7\u00e3o do concelho como um destino de turismo religioso de refer\u00eancia, neste per\u00edodo<\/em><\/strong>\u201d. Ou seja: o munic\u00edpio acaba de fazer das tradi\u00e7\u00f5es pascais de uma confiss\u00e3o religiosa numa das suas freguesias o eixo de toda a sua programa\u00e7\u00e3o cultural de Primavera \u2013 <strong><em>\u201c<\/em><u>oferecendo<\/u><em> <\/em><em>celebra\u00e7\u00f5es profundas de 21 de mar\u00e7o a 5 de abril de 2026. O programa inclui prociss\u00f5es tradicionais (Senhor dos Passos, Ecce Homo, Enterro do Senhor), concertos gratuitos na Igreja da Miseric\u00f3rdia e de S\u00e3o Pedro, e a exposi\u00e7\u00e3o \u201cMem\u00f3rias da Paix\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, e ainda cruzes e palmas em todas as esquinas e at\u00e9 um mercadinho medievo no jardim p\u00fablico decorado <em>com motivos pascoais<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o transformismo do <em>mart\u00edrio do senhor <\/em>em produto tur\u00edstico n\u00e3o choca os fi\u00e9is cat\u00f3licos figueirenses (nem o massacre de inocentes em curso na Palestina os impressiona por a\u00ed al\u00e9m), a transfigura\u00e7\u00e3o da f\u00e9 cat\u00f3lica em cartaz <em>turistic\u00f3cultural<\/em> da cidade tamb\u00e9m parece n\u00e3o ter afectado demasiado os figueirenses fi\u00e9is de outras confiss\u00f5es, os esp\u00edritas, os c\u00e9pticos impenitentes, os columb\u00f3filos, os incr\u00e9dulos not\u00f3rios, os agn\u00f3sticos confessos, os apicultores, os ateus assumidos, os surfistas conhecidos e os alco\u00f3licos an\u00f3nimos. Da comunica\u00e7\u00e3o social nem falar &#8211; nem objec\u00e7\u00e3o, nem retic\u00eancia, nem sequer perplexidade em toda a <em>opini\u00e3o publicada<\/em>. Ningu\u00e9m ousou discutir publicamente o discernimento e o arb\u00edtrio caprichoso e discricion\u00e1rio de um ungido e mui preclaro autarca de uma parvalheira de prov\u00edncia que diz que lhe dizem que devia ter-se candidatado a presidente da rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Miguel Torga observou uma vez no pa\u00eds <strong><em>\u201cum fen\u00f3meno curioso: falta-lhe o romantismo c\u00edvico da agress\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>, apontou ele no seu Di\u00e1rio. J\u00e1 na Figueira existe um outro fen\u00f3meno, n\u00e3o menos curioso, que decerto tamb\u00e9m n\u00e3o teria escapado ao poeta se ele alguma vez tivesse deambulado por c\u00e1 nas suas longas caminhadas reflexivas; algo que n\u00e3o carece mas remanesce: o pragmatismo c\u00ednico da omiss\u00e3o, com a sua compuls\u00e3o para a coniv\u00eancia, o bico calado, o conformismo e a genuflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo indica portanto que a Figueira da Foz burguesa, laica, plural, democr\u00e1tica, progressiva, hedonista e cosmopolita j\u00e1 n\u00e3o existe. Desistiu do mundo porque descobriu a g\u00e2ndara, que \u00e9 de onde lhe <em>chega<\/em> o seu <em>turismo de proximidade<\/em>. <em>Gandarisou-se.<\/em> O bafo at\u00e1vico do <em>portugal profundo,<\/em> beato e reaccion\u00e1rio, <em>chega-lhe<\/em> do interior, das entranhas do<em>antigamente,<\/em> com o h\u00e1lito azedo e ansiol\u00edtico do determinismo fan\u00e1tico e da supersti\u00e7\u00e3o &#8211; como uma nortada macac\u00f3mica e (ul)tramontana cruzada de patrioteirismo paroquial (aquele <em>portuguesismo<\/em> com <em>z\u00ea,<\/em> de \u00e1gua-benzida e mapa-cor-de-roza-colonial) com fundamentalismo de acento canarinho evang\u00e9lico ou pentecostal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo isto talvez se deva concluir que pior, muito pior, do que um <em>deserto de not\u00edcias<\/em> \u00e9 uma esp\u00e9cie de Exopot\u00e2mia <em>sur-mer<\/em> &nbsp;&#8211; governada por um sult\u00e3o beato e sem dinastia, envelhecido e marreco como um outonal patriarca entediado (s\u00f3 est\u00e1 bem onde n\u00e3o est\u00e1), intrat\u00e1vel quando contrariado e inacess\u00edvel \u00e0 sua pr\u00f3pria corte &#8211; uma choldra imp\u00e1vida e decadente onde triunfa o fogo de artif\u00edcio e a aridez cultural e vegeta a alma r\u00e9ptil e venenosa de uma <em>comunica\u00e7\u00e3o social<\/em> rastejante e dependente, t\u00e3o celerada e analfabeta como med\u00edocre, inepta e relapsa, que n\u00e3o reporta e t\u00e3o-pouco se importa, que n\u00e3o quer saber nem quer que se saiba e cuja \u00fanica actividade consiste em publicar an\u00fancios como not\u00edcias copiando, cortando, truncando e colando, mal e porcamente, com bizantinos crit\u00e9rios de oportunidade, narrativas pr\u00e9-confeccionadas em <em>gabinetes de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E pensar que esta j\u00e1 foi a cidade do livre-pensador Fernandes Tom\u00e1s; do arque\u00f3logo ma\u00e7on Santos Rocha; do fil\u00f3sofo espinosista Joaquim de Carvalho; do pedagogo republicano Jo\u00e3o de Barros; de Jos\u00e9 Ribeiro, o encenador e valente redactor de \u201cA Voz da Justi\u00e7a\u201d; do intr\u00e9pido jornalista Albano Duque; de Cristina Torres, a corajosa activista do laicismo e da educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica; de Jos\u00e9 Martins, o engenhoso director do \u201cBarca Nova\u201d; de C\u00e2ndido Costa Pinto, homem <em>complicado<\/em> e pintor inconformado; de&nbsp; Joaquim Namorado, o inc\u00f3modo poeta matem\u00e1tico e comunista; do irreverente e libert\u00e1rio M\u00e1rio Silva; do her\u00e9tico cineasta Jo\u00e3o C\u00e9sar Monteiro. Era bem outra cidade, de toda uma outra <em>tradi\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">*Exopot\u00e2mia foi um termo inventado por Boris Vian para designar o deserto descrito no seu romance pataf\u00edsico-surrealista \u201cO Outono em Pequim\u201d, uma obra cujo t\u00edtulo obviamente n\u00e3o tem nada que ver com a sua est\u00f3ria. Nem com esta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Imagem: <\/strong>\u201cCRUCIS &#8211; Homenagem ao Divino Senhor da Paci\u00eancia\u201d, Cruzes, Maiorca (foto de Fernando Campos)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cr\u00f3nica de um sultanato no deserto sem not\u00edcias por Fernando Campos Vamos todos a caminho do esquecimento, essa doce praiaDaniel Abrunheiro Segundo o estudo &#8220;Desertos de Not\u00edcias Europa 2025&#8221;, coordenado em Portugal pelo Laborat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade da Beira Interior (UBI), mais de metade do territ\u00f3rio nacional n\u00e3o tem fontes de informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1veis e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1805,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"saved_in_kubio":false,"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1804","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-passarola"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1804"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1804\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1808,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1804\/revisions\/1808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1805"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}