{"id":694,"date":"2025-04-23T19:19:15","date_gmt":"2025-04-23T19:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=694"},"modified":"2025-04-24T09:18:02","modified_gmt":"2025-04-24T09:18:02","slug":"editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/odezanovedejunho.pt\/?p=694","title":{"rendered":"Editorial"},"content":{"rendered":"\n<p>Perante a desertifica\u00e7\u00e3o cultural, a anemia c\u00edvica e o unanimismo acr\u00edtico muito contentinho e penhorado em exibi\u00e7\u00e3o permanente na Figueira da Foz, um n\u00famero muito determinado de figueirenses considerou seu dever exercer um direito que a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa lhes garante no seu artigo 46.\u00ba: o de se associarem livremente. Foi assim que nasceu <strong>Odezanovedejunho &#8211;<\/strong> <em>Associa\u00e7\u00e3o de Ideias<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante a urg\u00eancia de uma interven\u00e7\u00e3o c\u00edvica informada por uma vis\u00e3o resolutamente anti-conformista, progressista e independente dos poderes instalados, <strong><em>Odezanovedejunho<\/em><\/strong> tomou a liberdade de criar e difundir nas redes sociais uma p\u00e1gina <strong>cr\u00edtica, perscrutadora e desconstrutiva<\/strong> das <em>narrativas habituais, <\/em>da conjuntura global e da <em>circunst\u00e2ncia<\/em> figueirense.<\/p>\n\n\n\n<p>Este n\u00e3o \u00e9, contudo, um projecto jornal\u00edstico. N\u00e3o pretendemos fazer jornalismo: n\u00e3o daremos not\u00edcia do acidente rodovi\u00e1rio, do parto na ambul\u00e2ncia, do \u00f3bito \u00e0 porta da urg\u00eancia, da corrup\u00e7\u00e3o, do avan\u00e7o do eucalipto, do sequestro, do atentado ou da inaugura\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o daremos brado a narrativas confeccionadas por <em>ag\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas reflectiremos sobre esses e outros factos com a mais ampla liberdade, sem crit\u00e9rios de <em>conveni\u00eancia<\/em> ou de <em>oportunidade <\/em>e sem pseud\u00f3nimos nem pruridos de pretensa isen\u00e7\u00e3o. Publicaremos longos ensaios e breves apontamentos (sobre fen\u00f3menos como a arte, a sociedade, o turismo, a pol\u00edtica, a ecologia, o urbanismo, a ci\u00eancia e as humanidades) e desenhos, fotografias, foto-montagens, entrevistas, cr\u00f3nicas, at\u00e9 poemas in\u00e9ditos e artigos de opini\u00e3o diversificada. Trata-se afinal de uma <strong><em>revista cultural<\/em> <em>ilustrada<\/em><\/strong> que, dando <em>vez e voz<\/em> \u00e0 <em>vida inteligente<\/em> figueirense, ser\u00e1 seguramente um precioso instrumento para convocar o que resta das <em>for\u00e7as vivas<\/em> da sociedade civil da nossa cidade para o resgate desta da aparente morte c\u00edvica, ou paralisia cerebral, em que se encontra.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque mais do que <em>\u00e0<\/em> <em>pedrada ao charco<\/em> \u00e9 imperativo chacoalhar o p\u00e2ntano e &#8211; sem frio nos olhos nem luvas de pelica &#8211; lan\u00e7ar barro \u00e0 parede, inquietar, questionar, objectar, criticar, exibir, desconstruir, imaginar, propor e ousar fazer acontecer \u2013 sem <em>fins lucrativos<\/em> nem intuitos furtivos, mas com os <em>princ\u00edpios valiosos <\/em>e<em> os <\/em>objectivos elevados tang\u00edveis no nosso manifesto &#8211; escarnecendo, <em>se necess\u00e1rio<\/em>, de tudo o que execramos; levando \u00e0s nuvens, se poss\u00edvel, tudo o que consideramos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quem quiser juntar-se a n\u00f3s, siga-nos ou suba a bordo, que a <strong><u>Passarola<\/u><\/strong> vai levantar. Viva <strong>Odezanovedejunho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perante a desertifica\u00e7\u00e3o cultural, a anemia c\u00edvica e o unanimismo acr\u00edtico muito contentinho e penhorado em exibi\u00e7\u00e3o permanente na Figueira da Foz, um n\u00famero muito determinado de figueirenses considerou seu dever exercer um direito que a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa lhes garante no seu artigo 46.\u00ba: o de se associarem livremente. 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